Natureza | Manacá de cheiro de jardim.


O manacá de cheiro era presença certa nos quintais das casas das vovós do início do século 20. Hoje não é tão fácil encontrar essa espécie nativa da Mata Atlântica em quintais, porque boa parte desses lotes cheios de pomares e flores deu lugar a apartamentos. "Vintage", esses arbustos de flores brancas e roxas ou azuis podem ser cultivados em vasos.
"Porém, como seu perfume é bem forte, deve-se ter o cuidado de não plantá-lo próximo a dormitórios de crianças e de pessoas mais sensíveis", explica o paisagista João Jadão, da Planos e Plantas.
Além de disseminar seu odor característico, o manacá é conhecido por atrair borboletas, a "borboleta do manacá" (Methona themisto), que se desenvolve exclusivamente nas folhas dessa planta. Portanto não se assuste se "brotarem" lagartas, além de flores de sua arvorezinha. Elas não fazem mal a planta, portanto, evite destruí-las.manacá-de-cheiro (Brunfelsia uniflora) é um arbusto lenhoso da família das Solanaceaes, da qual também fazem parte o tomate, a batata e o tabaco. Seus nomes populares mais comuns são: manacá-de-jardim, garetaca, mercúrio-vegetal e romeu-e-julieta.
Parecido com uma pequena árvore, detém copa que pode atingir de 2 a 3 metros de altura e até 2 m de diâmetro. Seus ramos são densos e suas folhas ovaladas, lisas e verde escuras. "Se podado, o arbusto toma a forma de arvoreta", explica Jadão. É uma planta de zonas tropical e subtropical, adaptada a climas quentes. Mas tem um melhor desenvolvimento em zonas onde há grandes diferenças de temperaturas (dias quentes e noites frias).
De acordo com o paisagista Paulo Cezar Heib, as flores do manacá nascem nas extremidades de seus ramos e passam do azul violeta ao branco, durante a floração, principalmente na primavera e verão. "A beleza e o perfume conferem à planta um grande valor ornamental", avalia.
Cultivo
No mercado é possível encontrar desde pequenas mudas com cerca de 50 cm até plantas já formadas com quase 2 m de altura. A escolha do tamanho dependerá do projeto paisagístico e do espaço disponível.
O cultivo do manacá é feito através sementes, por estaquia ou - simplesmente – pelo transplante de mudas que surgem das raízes de um exemplar maior, o que torna o manacá-de-cheiro uma espécie entouceirada.
Menor que o "de cheiro", o manacá-da-serra tem menos perfume e flores mais violáceas.
Para o bom desenvolvimento, o manacá precisa de muito sol. Versátil, a planta pode ter cultivo isolado ou em grupo, inclusive na forma de renques (as populares cercas-vivas). Quando em vasos, cuide para que os recipientes sejam profundos e com grande diâmetro para não sufocar as raízes e dar boa sustentação ao arbusto.




Natureza | Flores | Coração partido.

Charme e delicadeza são apenas alguns dos termos que podem ser utilizados para definir as flores Corações-Sangrentos, que são ótimas para enfeitar jardins internos e externos. Esta planta tem o nome científico de Dicentra Spectabilis, pertencendo à família das Fumariáceas, o que lhe confere uma estrutura pequena em forma de corações, em um clima Temperado, Subtropical ou Mediterrâneo, visto que carecem de temperaturas medianas para que possam se desenvolver de maneira saudável.  Para conseguir flores mais bonitas, o ideal é enriquecer o solo com matéria orgânica, que torna a planta mais forte e consequentemente resistente aos agentes externos. Em se tratando da irrigação, os Corações-Sangrentos devem ser irrigados 3 vezes por semana, mas em quantidade moderada para não apodrecer a raiz.Os Corações-Sangrentos podem ser cultivados em vasos, floreiras, jardins externos, junto aos muros ou em canteiros isolados. O local escolhido para plantar esta flor deve apresentar um solo bem drenável e fértil, que recebe a incidência moderada da luz solar, pois ela carece de meia-sombra para se desenvolver, do contrário as folhas podem se queimar facilmente.Os Corações-Sangrentos são classificados como flores de ciclo de vida perene, ou seja, que possuem capacidade para florescer durante todos os meses do ano. Porém, é importante ressaltar que estas plantas apresentam uma floração mais intensa durante as estações da primavera e verão.Ao crescerem, os Corações-Sangrentos apresentam uma base ramificada, com ramos retos e textura herbácea, com flores em formato de coração, que são bastante sensíveis. A planta pode atingir entre 60 cm e 90 cm de comprimento se for cultivada do modo correto.A flor Coração-Sangrento tem a sua origem no continente asiático.

Natureza | Flores | Gloxinia.

A Gloxínia é uma planta de origem brasileira e muito fácil cultivo graças a sua resistência e o fato de ser totalmente acostumada ao clima tropical. Essa planta é muito utilizada para enfeitar o interior das casas por ser bem pequena e apresentar flores carnudas de tamanho e coloração bem forte. Deve-se lembrar que durante seus meses de dormência ela não é tão bonita, porém não se deve preocupar-se pois saída da dormência ela volta a apresentar suas enormes flores. Esta planta necessita uma limpeza após sua floração, pois suas enormes flores morrem e ficam sobre ela se não forem removidas. Faça isto sempre após os períodos de floração para que a planta se recupere mais rapidamente no período de dormência e possa voltar a florir. É importante para que ela viva saudável que não lhe falte nutrientes e que seu solo tenha uma boa drenagem para que o acumulo d’água não cause a proliferação de doenças causadas por fungos. Para elaborar um solo assim misture um pouco de adubo orgânico, areia e osso em pó à terra onde irá plantá-la. Utilize um pouco de adubo NPK rico em fósforo antes da floração para que ela seja mais vistosa.  Não esqueça de irrigar essa planta diariamente, mas sem encharcá-la, e não deixe-a diretamente ao sol, para que não tenha suas flores queimadas.

Natureza | Quaresmeira.

A Quaresmeira também é conhecida como cuipeúna, manacá-da-serra, flor-de-maio, flor-da-quaresma, jacatirão-de-capote e pau-de-flor.
Árvore de pequeno porte, até 12,0 m, ramos quadrangulares e forma de sombrinha. Quando nova tem aparência de um arbusto.
As folhas perenes são verde-escuras rijas e pubescentes em ambas as páginas.
As flores são solitárias, grandes, vistosas e duráveis. Desabrocham com a cor branca e gradativamente vão se tornando violáceas, passando pelo rosa. Esta particularidade faz com que na mesma planta sejam observadas flores de três cores.
Em parque e jardins seu florescimento surpreende a todos pelo colorido vistoso e pode ser usada em pequenos jardins com belo efeito ornamental. A Quaresmeira também é conhecida como cuipeúna, manacá-da-serra, flor-de-maio, flor-da-quaresma, jacatirão-de-capote e pau-de-flor. As espécies de maior ocorrência na Mata Atlântica são a Tibouchina mutabilise a Tibouchina sellowiana. Nas fotos abaixo, além dessas duas espécies, estão representadas várias outras, entre árvores, arvoretas e arbustos.É uma espécie pioneira, característica da encosta úmida da Serra do Mar que ocorre do Rio de Janeiro até Santa Catarina. É encontrada quase exclusivamente na mata secundária, chegando, por vezes, a dominar a paisagem e podendo viver de 60 a 70 anos. Além da importância ecológica, a quaresmeira é muito utilizada na arborização urbana, com fins paisagísticos, devido à beleza de suas flores e por não apresentar raízes agressivas, permitindo seu plantio em diversos espaços, desde isoladas em calçadas, até em pequenos bosques em grandes parques públicos. Seu crescimento é rápido. Elas têm esse nome porque parte da floração mais intensa é próxima ao período religioso da Quaresma, que vai da quarta-feira de cinzas ao domingo de Páscoa, período de reflexão que antecede a Páscoa para os católicos. Outra coincidência: a cor símbolo da Páscoa é o roxo, mesma tonalidade de cor das flores da quaresmeira. As flores são solitárias, grandes, vistosas e duráveis. Desabrocham com a cor branca e gradativamente vão se tornando violáceas, passando pelo rosa. Esta particularidade faz com que na mesma planta sejam observadas flores de três cores.
Sua madeira apesar de ser de qualidade inferior é indicada para a construção de vigas, caibros, obra internas, postes, esteios e moirões para lugares secos.

Natureza | Orquídeas phalaenopsis.



Apresentam caule praticamente nulo com folhas largas e suculenta, onde é armazenada sua reserva nutricional, é monopodial, de crescimento sucessivo, possui raízes longas, grossas e flexíveis. Sua floração ocorre a partir de uma haste que parte de seu caule e desenvolve suas flores no decorrer da mesma.
O substrato pode ser composto por fibra de coco destratada, casca de pinus, carvão, casca de arroz carbonizada, semente de açaí carbonizada ou até mesmo uma mistura deles.
Deve ser mantido levemente úmido, não devendo ser encharcado, caso isso aconteça suas raízes apodrecerão e a planta morrerá.
É ideal para cultivo em ambientes fechados ou apartamentos, desde que o local tenha uma mínimo de ventilação natural e principalmente boa luminosidade indireta e esteja exposta a um mínimo de luminosidade solar filtrada entre 7 e 9 horas da manhã ou das 16 hs até o anoitecer. Resolve-se isso colocando seu vaso sobre aparadores junto de janelas. No habitat de origem, as Phalaenopsis vegetam em baixas altitudes de florestas tropicais asiáticas onde a temperatura média diurna varia entre 28 e 35 º C e noturna na faixa dos 20 a 24 º C e sob luminosidade natural filtrada pela copa das árvores, sem incidir diretamente nas folhas, a não ser aquela ainda fraca do amanhecer ou anoitecer. Baseado nisso fica mais fácil seu cultivo em interiores ou exteriores.